Sunday, June 08, 2008

Dia 5: Burgos --> Carrion de los Condes

Esse foi o dia da pica. Do problema de pica ou que me pica. Ia deixar pra lá mas pediram pra explicar. É que meus países baixos estavam coçando, muito tempo na bici, chuva... Daí a Bia me ensinou que coceira em espanhol é pica. Então eu fui na farmácia e usei meu espanholito. Senora, tengo um problema de pica. Claro que já falei rindo e óbvio que ela não entendeu, então tive que recorrer a língua universal da mímica e com um pouco mais de espanholito consegui comprar a pomada. 
Tomamos um chá de bicicleta no dia anterior e estávamos sem muita paciência pra sair pedalando já de manhã...  Aproveitamos para visitar a cidade e tirar umas fotos. Fomos na catedral pontuda de Burgos. Bonita, arquitetura gótica. Do interior não gostamos muito, muitos turistas, um pouco escuro, deu até sono. O dia estava bem frio e por isso também foi bom começar a pedalar mais tarde, 1:30PM.
Seguimos pelo caminho e apesar do sol, tinha bastante lama de novo. Fizemos xixi num banheiro com vista para o rio e resolvemos pegar a rodovia N-120 ao invés de continuar pela trilha pois iria demorar mais. Almoçamos numa cidade chamada Tadajo, num restaurante onde a moça era muito simpática, atendeu e entendeu perfeitamente minhas restrições com o glúten. Comida boa e um pessegão. Aliás, três frutas que passei a gostar depois dessa viagem pela Espanha: pêssego, melão e cerejas. 
Voltamos a pedalar as as 15:23 e tínhamos 50Km pela frente. Dureza. Mas foi tãoooo legallll. Nesse dia me sentia muito grata por ter amigas tão legais e excelentes companheiras para aventuras. Foi aí e depois de quase 1,5h de subida que descobri onde gostaria de ir na próxima viagem: Patagônia. 
O caminho estava muito bonito, ensolarado, muitas flores, inclusive as azuis, minhas favoritas,  e igrejas singelas pelo caminho. Gostei mais delas do que da pomposa catedral pontuda de Burgos. O plano era parar em Frosmita. Mas a cidade era ´tão grande´ que passamos direto. Aí pedalamos mais 20Km até Carrion de Los Condes.Chegamos lá 21:15 sorte que ainda era dia. Nos assustamos um pouco pois o primeiro lugar que tentamos nos hospedar estava cheio. Mas o segunto tinha lugar, ufa.  Quarto privativo e banheiro colevito novamente, 11 euros por pessoa. Instalamo-nos e saímos para telefonar mas como ninguém atendia, demorou muito pois precisamos tentar algumas vezes. Os restaurantes fecharam, só sobrou uma opção.  Fomos jantar lá mesmo. E só tinha um prato que eu podia comer. Decisões bem fáceis naquela noite. A garçonete era muito simpática e também sabia o que era celíaco. Comida gordurosa, mas foi toda. 
Dizem que saímos de La Rioja e estamos na Palência. Mas só vimos uma pequena placa. Vamos perguntar para o pai da Bia. Ele poderá nos ajudar. Ele que nos ensinou o que é coto privado de caza, uma placa que vemos em vários lugares, há vários dias. (proibido caçar).

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